Águas do Gandarela

Movimento em prol da criação do Parque Nacional das Águas do Gandarela

ICMBIO - PROPOSTAS - GTs

AS PROPOSTAS DE CRIAÇÃO DO

PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GANDARELA

Baixe e leia o documento com a Proposta Original do "PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GANDARELA" ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - vinculado ao Ministério de Meio Ambiente:  http://www.sendspace.com/file/qywtn5

PROPOSTA ATUAL 

Após uma serie  de  reuniões ocorreu mudanças no área do parque - veja o folder preparado pelo ICMBio-MMA para as 06 Consultas Públicas nas cidades da área proposta pelo Parque  de maio de 2012:  folder_para_consulta.pdf

GT1 - Grupo de Trabalho Um  

Um acordo politico entre o ex-presidente Rômulo Mello do ICMBio-MMA e a o atual secretario Adriano Magalhães da SEMAD-MG retirou do contorno original do Parque Nacional da Serra do Gandarela uma área de cerca de 1.700 hectares, para a implantação da Mina Apolo. A VALE S/A, porém a mineradora, pleiteia muito mais, uma área de 5.300 hectares para futuras ampliações. 

 

Leia o documento oficial:"Ata de duas reuniões do GT1":  ATA ICMBio SEMAD GT1 .pdf

 

GT2 - Grupo de Trabalho Dois

A iniciativa partiu da SEMAD(Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) formou um segundo grupo de trabalho formado por representantes:   

  • SEMAD -Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais,
  • Representantes de três(03) entidades que compõem o Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela: Pro-citta, Projeto Manuelzão e Macaca(Movimento artístico e cultural de Caeté), 
  • IEF - pelo Instituto Estadual de Florestas 
  • Sindiextra - Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais ()
  • ICMBIO - Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio),
  • Prefeituras
  • Representates de todas as mineradoras com projetos na área do parque.

Leia na integra o "documento sintese" com as conclusões finais do Grupo de Trabalho 2: http://www.sendspace.com/file/2j3pav ;

 

O GT2 ocorreu de Dezembro de 2011 a fevereiro de 2012 com treze(13) de reuniões no CAMG(Centro Administrativo de Minas Gerais) com duração de cerca de 04 a 05 horas cada encontro, aonde foi discutido o futuro da serra do Gandarela.

Após a apresentação  do posicionamento de todos os envolvidos chegou em um relatório de concenso em alguns pequenos projetos minerarios, No GT2 não houve concenso por parte da Mina Apolo.

 

O Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela não concorda com a área retirada no GT1 da "proposta Original" para instalação do Mina Apolo da VALE S/A não atende aos interesses de preservação da Serra do Gandarela impactando seriamente o as nascentes  e monumento natural Gandarela através da exploração do minério de Ferro.

O turismo na região da Mina Apolo  terá impacto extremamente negativo atividade turística por parte na região da Mina - devido as imensos tráficos de caminhões, explosões nas montanha e imensas nuvens de poeira levantadas por este tipo de atividade, morte de toda vegetação na área da Mina e impacto da poeira em volta, além dos animais fugirem de seu habitat natural, além de outras problemas sociais e de infraestrutura.

 

 

INTENÇÕES DA VALE S.A 

É VERDADE!

Este mapa mostra a verdadeira intenção do tamanho da MINA APOLO da VALE S/A dentro da Parque Nacional da Serra do Gandarela - que foi apresentado em reunião oficial entre SEMAD-MG e ICMBio-MMA - prefeituras, sindicatos, ONgs, o Movimento Gandarela estava presente e refuta totalmente este projeto que gera imensos impactos dentro do Parque - descaracterizando totalmente o projeto de Parque.


As pretensões da Vale incluem a maiores e mais importantes as áreas ainda preservadas de canga da região do Gandarela, inviabilizando completamente a proposta do Parque Nacional. E a empresa mão abriu mão em nenhum momento destas pretensões, pelo contrário, ampliou-as em mais de 300% ao longo das discussões com os órgãos de governo e a sociedade civil, o que mostra claramente que os interesses de exploração mineral são incompatíveis com as necessidades de preservação da última reserva intocada do Quadrilátero Aquífero. 

O mapa abaixo mostra as intenções oficiais apresentadas ao ICMBio-MMA, Governo do Estado, prefeituras, Movimento Gandarela e orgãos ambientais nas conclusões do GT2 - a área pretendia para mineração pela VALE S.A dentro da Proposta Original do Parque com cerca de 5.300 hectares para futuras ampliações:

 

 

Amigos da Serra do Gandarela

por Movimento Gandarela

em 20 de setembro de 2010

 

É com muita alegria que informamos a todos que o  presidente do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na quinta-feira, dia 20 de setembro de 2012, divulgou o documento técnico que embasa e caracteriza a proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela. Segundo o ofício recebido (em anexo), a proposta foi elaborada tendo em vista os inúmeros atributos de grande importância para a conservação encontrados na área, tendo sido concluída a Etapa Analítica do processo, que deve passar em breve à etapa das consultas públicas. Conheça o documento e sua conclusão sobre a importância da criação desta unidade de conservação acessando:

http://www.sendspace.com/file/qywtn5

 

Um dos trechos da conclusão menciona que “Finalmente, estamos tratando de uma área de excepcional concentração de nascentes, mais de mil no polígono proposto para o Parque Nacional, que afloram alimentadas pelo aqüífero...”. O último trecho diz "Um Parque Nacional com tamanho potencial e próximo a uma região metropolitana e de um grande centro turístico (Ouro Preto e região), pode tornar-se, no médio prazo, uma atração internacional."

 

Este documento foi entregue nesta sexta-feira à candidata Dilma Roussef, em campanha em Belo Horizonte, com o pedido de que apóie a criação deste Parque Nacional.

Alertamos a todos que, lamentavelmente, as prefeituras de Caeté e Santa Bárbara e vereadores desses municípios, ao tomarem conhecimento da possibilidade cada vez mais concreta da criação do Parque Nacional Águas da Serra do Gandarela, iniciaram uma campanha de apoio à Mina Apolo, da Vale, e contrários à criação do Parque. Inverdades estão sendo usadas para colocar as comunidades contra a unidade de conservação, como dizer que um parque nacional fica intocável – e por isso não gerará nenhum benefício – e que certas comunidades como Socorro, Cruz dos Peixotos e André do Mato Dentro estão inseridas na área proposta e serão todos desapropriados.

 

Conforme ofício do ICMBio “É importante ressaltar que, além dos importantíssimos atributos biológicos, paisagísticos, hidrológicos, históricos e paleontológicos encontrados na área proposta para o Parque, há um imenso potencial turístico, tornado ainda maior pela proximidade de Belo Horizonte e de Outro Preto e região, que já detém ampla e diversificada infra-estrutura turística, e que tenderá a proporcionar desenvolvimento para todos os municípios diretamente envolvidos na proposta”.

 

Parabenizamos o ICMBio pelo empenho!

 

Estamos certos que o Governo do Estado de Minas Gerais apoiará a criação do Parque Nacional.

 

Torcemos para que a Vale, a partir da sua postura de responsabilidade social e ambiental, entenda a importância da criação deste parque nacional e abra mão do seu projeto “Mina Apolo”.

 

DIVULGUEM ESTA NOTÍCIA E ESTE DOCUMENTO!

 

Quanto mais pessoas conhecerem esta proposta, mais fortalecemos a iniciativa de criação do Parque Nacional Águas da Serra do Gandarela.

 

Um abraço,

 

Coordenação MOVIMENTO PELA PRESERVAÇÃO DA SERRA DO GANDARELA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela

Retirado do documento citado, pgs. 3, 4 e 5 .

 

A área de estudo localiza-se no Estado de Minas Gerais, na Serra do Espinhaço, mais especificamente no Quadrilátero Ferrífero, abrangendo partes dos municípios de Caeté, Nova Lima, Raposos, Rio Acima, Barão de Cocais, Itabirito, Ouro Preto e Santa Bárbara. Apesar de estar localizada muito próxima à Região Metropolitana de Belo Horizonte (os quatro primeiros municípios fazem parte da RMBH), a área apresenta baixa ocupação humana, havendo extensos e diversos ambientes naturais muito bem preservados e apresentando feições de relevo de excepcional beleza, notáveis também sob o ponto de vista geomorfológico.

A importância da área que se pretende proteger está demonstrada em diversos estudos, tratando de diferentes aspectos bióticos e abióticos da região. O Quadrilátero Ferrífero é citado desde o século XIX, em trabalhos dos mais relevantes naturalistas da época, como Richard Burton, Peter Claussen, Marianne North, Johann M. Rugendas, Pierre Aime Pissis, Augustin Francois C. P. de Saint-Hilaire, Karl Friedrich Philipp von Martius, Eugenius Warming (Carmo, 2010). Destaca-se, de imediato, o fato da região ser o último fragmento significativo de áreas naturais em bom estado de conservação dentro do Quadrilátero Ferrífero, contendo importantes remanescentes de Mata Atlântica semidecídua, de vegetação de campos rupestres sobre canga e sobre quartzito, em transição com formações do Cerrado. A grande variedade de ambientes, típica de áreas de ecótone, está diretamente relacionada à riqueza de espécies existente e à elevada diversidade biológica. Tais atributos estão entre os mais relevantes para a proposição de criação de uma nova unidade de conservação da natureza.


No caso da Serra do Gandarela, à alta diversidade soma-se o fator qualitativo, com taxas excepcionais de ocorrência de espécies raras, endêmicas, microendêmicas e ameaçadas de extinção.


Outro ponto importante é a existência na área de uma quantidade expressiva e em bom estado de conservação do geossistema Canga/Itabirito, uma das formações mais ameaçadas do Brasil por sua inevitável coincidência com áreas de interesse minerário. Este geossistema não está protegido em nenhuma unidade de conservação de proteção integral no âmbito Federal e está muito pouco representado, pouco mais de 200 ha, em uma única unidade de conservação de proteção integral estadual (Parque Estadual da Serra do Rola Moça, MG).

 

A posição estratégica entre unidades de conservação já existentes e o estado de conservação da área possibilita a formação de um corredor ecológico com elevada taxa de conectividade entre ambientes naturais, potencializando os efeitos benéficos da futura unidade para a conservação da natureza.


Destaca-se ainda o fato de tratar-se de área de recarga de aqüíferos (característica  intrínseca às cangas), com grande concentração de nascentes, córregos e rios que drenam para as bacias dos rios Conceição e das Velhas, importantes afluentes, respectivamente, dos rios Doce e São Francisco. Estes mananciais são considerados estratégicos inclusive para o abastecimento presente e futuro da região metropolitana de Belo Horizonte, em face do seu contínuo crescimento populacional. Há ainda a presença de lagoas temporárias de altitude, que são formações únicas e raras. A abundância de nascentes, córregos e rios, aliada à topografia acidentada, leva à existência de inúmeras cachoeiras. Esta variedade de corpos d’água de elevada beleza cênica contribui para outro importante atributo quando se propõe a criação de um Parque Nacional: um imenso potencial turístico.


Não menos importante é a ocorrência de grande número de cavidades (cavernas) em canga, consideradas raras, sendo pelo menos quatro delas já indicadas para a classificação “relevância máxima” de acordo com os Decretos 99556/1990 e 6640/2008 e a IN-ICMBio 02/2009 (Coelho et al. 2010).


Além dos diversos aspectos que conferem à área importância para a conservação da natureza e das águas, há ainda atributos paleontológicos e históricos notáveis, que tornam ainda mais inequívoca a necessidade de preservação da área proposta para o Parque Nacional. Dentre estes podemos destacar: a existência de sítio paleontológico registrado, homologado pelo SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos) como patrimônio da humanidade e a existência de acervo arqueológico, e histórico (ruínas dos séculos XVIII e XIX e trechos da Estrada Real).


Pelas suas características singulares, a área apresenta imenso potencial turístico e científico, e despertou o interesse social, existindo hoje uma grande mobilização de cidadãos, ONGs e instituições diversas no sentido da sua preservação. As reivindicações deste movimento popular estão amplamente divulgadas em diversos meios de comunicação e defendem a criação do Parque Nacional e a preservação de todos estes atributos que fazem da Serra do Gandarela um lugar singular.


A proposta de criação de um Parque Nacional na região do Gandarela foi inicialmente apresentada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pelo Projeto Manuelzão/UFMG, através de ofício datado de outubro de 2009, com farta documentação anexa, tendo como base os estudos apresentados em dissertação de mestrado do Instituto de Geociências da UFMG.

A análise da documentação enviada levou à formalização do processo número 02070.002759/2009-75 e posterior aprofundamento da análise da proposta. Esta análise confirmou sua pertinência, passando-se então aos estudos técnicos e à consolidação da proposta de criação de Unidade de Conservação Federal, conforme a Instrução Normativa – IN no 5/2008 do ICMBio, que apresentamos neste documento.


2. OBJETIVOS
Apresentar a proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, no Estado de Minas Gerais, justificar a sua importância e pertinência e identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a criação desta Unidade de Conservação Federal.


3. MÉTODOS
Este estudo se iniciou a partir da proposta do Projeto Manuelzão, apoiada por outras 25 entidades. Procedeu-se então a uma revisão bibliográfica, incluindo a revisão de bases cartográficas e imagens de satélite. Concomitantemente, foram realizadas reuniões técnicas da equipe do ICMBio (CR-11 e CCUC) com colaboradores voluntários, para recolhimento e análise do material existente sobre o local e elaboração de um esboço de limites e dos atributos relevantes da região, que justificariam a criação de uma unidade de conservação federal.

Para a conferência das informações e verificação in loco da relevância ambiental da área foram realizadas vistorias técnicas nos dias 18 de dezembro de 2009, 24 e 25 de março, 31 de maio, 2 e 15 de junho de 2010. A equipe técnica do ICMBio, auxiliada por colaboradores voluntários, procedeu às vistorias, onde foram feitas anotações sobre pontos relevantes e fotografias digitais dos locais visitados, indexando-os à marcação dos trajetos e pontos visitados com o uso de GPS. Posteriormente, realizou-se o cruzamento das informações de campo com as informações da bibliografia, cartografia e imagens.

 

Colaboradores elaboraram um dossiê com informações complementares, que foi analisado e juntado à documentação pré-existente. Procedeu-se então à organização, sistematização e montagem das bases cartográficas, das imagens e do texto final, consolidando-se a síntese da proposta.

... Continua na proposta

 

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