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Permalink Responder até Maurílio Nogueira em 26 abril 2010 at 15:44

Permalink Responder até João Batista Filho em 30 abril 2010 at 0:53
Permalink Responder até Gustavo T Gazzinelli em 7 maio 2010 at 22:08
Permalink Responder até Giuseppe Gabriel Moll Perrsichin em 9 maio 2010 at 20:29
Permalink Responder até Giuseppe Gabriel Moll Perrsichin em 9 maio 2010 at 20:41
Conceitos e abertura para entendimento da leitura do momento da história de Rio Acima.
Local de memória" (lieu de mémoire): Trata-se de conceito de largo uso na historiografia francesa recente, cunhado pelo historiador Pierre Nora. Outro historiador, inglês, Colin Jones explica: "Designa uma instituição ou local em que se focou a consciência histórica de um povo,que ao longo do tempo recebeu contínuas incrustrações da memória coletiva".
Nesta exposição de motivos impossível não evocar do conceito benjaminiano de aura: “uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais próxima que ela
esteja”. O conceito sociológico de ESTRADA REAL querej jogar no lixo; a experiência de uma visita à Estrada Real é hoje bem menos interessante , bem mais pobre do que outrora. Querem mudar o conceito de história para a pasmaceira, a mesmice. E, para os que a conheceram no passado, a simples menção em descaracterizar de seus principais elementos de composição, e até mesmo asfaltar, trata-se de uma experiência quase angustiante.
Trata-se de uma de transmissão do inenarrável sentimento de perda que se aponta como próximo, caso a sociedade não se mobilize e as autoridades em seus diversos níveis façam ouvidos moucos diante da catástrofe irremediável caso seja perpetrada.
Afinal, está em cena mais um ato triste de morte da Memória Nacional, da Memória de Minas Colonial. Estamos diante de “O que é contar uma história? O que é contar a História?” Tais indagações, centrais na
filosofia de Walter Benjamin e propostas nos anos 20 e 30, continuam intrigando pesquisadores das mais
diversas áreas de pesquisa.
Dentro das linhas de pesquisa de comunicação, ainda nos cabe buscar respostas para o que, afinal, constitui a diferença entre a história (banal, comum, narrativa do “pequeno” acontecido) e a “História” oficial
(“grandiosa” e, ao menos teoricamente, não-contestável). Podemos ainda levantar outras questões: o que é, exatamente, a história no tocante à narrativa dos fatos que acontecem agora em
nossa MinaS ? E ainda, o que constitui a diferença entre narrativa ficcional e narrativa oficial? Será que há, realmente, alguma diferença? As diferentes formas de narração, quais sejam, a narrativa
ficcional, a narrativa historiográfica e a narrativa jornalística partilham um corpus comum.
Embora a finalidade de cada uma delas seja diferente, não devemos nos esquecer que todas fazem uso de estratégias narrativas. E, grosso modo, todas intencionam narrar o “real”, ou seja, pretendem recriar o
real através de uma “ilusão de realidade”. Aqui, estabelece-se um dos principais problemas quanto ao estudo da narrativa: o discurso – qualquer que seja – está permeado de intenções que serão mais ou menos perceptíveis de acordo com a proposta e com a competência com que o autor utiliza as diversas
possibilidades oferecidas pelas estratégias narrativas.
Como podemos chegar ao real através do discurso? E, talvez, a pergunta correta fosse: nós podemos mesmo chegar ao real através do discurso? Esse artigo tem a intenção de discutir algumas das estratégias
narrativas empregadas pelos diferentes discursos e verificar a validade dessas questões.
Para isso, nos apoiaremos principalmente nas teorias de Walter Benjamin (sobretudo em sua teoria da história). Tomaremos como exemplo da narrativa ficcional – e também de “narrativa histórica”, embora
falsa – o livro 1984 de George Orwell, onde a comunicação e os modos de produção da mídia visando uma reescritura da História se colocam como questões centrais. Ao falarmos de 1984, pretendemos
ilustrar a idéia de como a linguagem se estabelece como “espaço de poder”. O romance se tornou famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.
Desde sua publicação, muitos de seus termos e conceitos, como "Big Brother", "duplipensar" e "Novilíngua" entraram no vernáculo popular. O termo "Orwelliano" surgiu para se referir a qualquer reminiscência do regime ficcional do livro. O romance é geralmente considerado como a magnum opus de Orwell. Está ali por exemplo a completa invasão de privacidade, por sua ‘teletela’. Uma guerra eterna, e gigante (talvez o reflexo do que poderia se tornar imposição).
Uma “Novilíngua”, língua nova sendo aperfeiçoada para tornar-se uma língua que se associada ao ‘duplipensar’(que seria a maneira de aceitar e acreditar em duas idéias, mesmo elas sendo contraditórias), tornariam inexistentes quaisquer críticas ao estado. E podemos incluir nesses conceitos o termo macarthismo, que também é o domínio prepotente do poder sobre do Estado sobre o cidadão, a exemplo de Novilíngua
que é a condensação" e "remoção" de expressões de exclusividade da eleite ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento. Uma vez que as pessoas não possam se referir a
algo, isso passaria a não existir.
Amigos e amigas do meio ambiente equilibrado e auto-sustentável
17 janeiro, 2010
Ameaça de asfaltamento do único trecho intacto da Estrada Real.
APELO aos Amigos e amigas ambientalistas e preservacionistas da memória histórica/artística/cultural
Como podem ver nas citações anteriores deste blog a comunidade ambientalista/histórico cultural em Minas está em alerta pela ameaça de asfaltamento do único trecho intacto da estrada real em Minas Gerais – a rodovia 030, entre Rio Acima e Itabirito.
Esta ameaça está sendo denunciada por ambientalistas da Associação Ecológica de Moradores do Entorno da Rodovia MG-30, que começa no BH - Shopping, na estrada que liga Belo Horizonte, Nova Lima, Rio Acima e Itabirito, antigo caminho – com de mais de 200 anos – que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro e serviu de
norte para bandeirantes, faiscadores, mineradores e da Tropa Real.
Para reverter este equivocado e criminoso asfaltamento os defensores do meio ambiente e da história e cultural do Brasil/colonial fizeram um ante-projeto para que a estrada seja calçada com pedra “pé de moleque” ou “pedra de mão”, sob o irrefutável argumento de que dará maior autenticidade ao local e
possibilitará permeabilidade e condições propícias para plantas, animais e
pássaros respirarem e conviverem harmoniosamente no meio ambiente.
HISTÓRIA – Esta antiga estrada tem 23 km encascalhados e salpicados com pedras do tempo colonial foi feita com cortes radicais nos contrafortes da serra e da mata protegida na APA/SUL. Porém, algumas pessoas “atiçadas” por mineradoras de Rio Acima e Itabirito, insensíveis ao comprometimento ambientalista, tentam forçar
a barra para asfaltar – com o equivocado argumento do progresso a qualquer custo, e com prejuízo ao meio ambiente, o que poderá acabar com o ecossistema da região e fará com que aumente o perigo de acidentes automobilísticos, pois o trecho é cheio de curvas e muitos precipícios abissais.
Os pequenos sitiantes e moradores do entorno da Rodovia (pelo menos os mais conscientes), os ambientalistas e vários vereadores de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos e Belo Horizonte, juntamente com associações ambientais estão fazendo apelos ao DER, IBAMA, FEAM, IEF, IGAM, SISEMA e às secretarias de Cultura, de Desenvolvimento Urbano etc. para se unirem contra a ameaça de mais um crime ecológico, e de forma irreversível, caso seja perpetrado.
DECISÃO ECOLÓGICA – Os sistemas de calçamento ecologicamente corretos são indicados para pavimentos que preservam o meio ambiente sem agredi-los.
O calçamento feio com pedra “pé de moleque” (“pedra de mão”), além da vantagem ambiental, é fortalecidos pelo argumento do aspecto social, pois poderá ser feito com emprego de material e mão de obra local,e que poderá também incentivar a adoção do exemplo em várias outras cidade do entorno das estradas
vicinais, com grande ganho ambiental e cultural.
Trata-se de uma alternativa que é considerada por administradores públicos e privada, projetista, Ambientalistas, consultores e empreiteiros, ou por qualquer pessoa envolvida na escolha dos tipos de pavimentos a serem utilizados nos mais diversos campos de aplicação.
A escassez de água no meio ambiente e as formas de garantir o melhor aproveitamento desse recurso, são alguns dos temas mais discutidos em todo planeta. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) afirmou que nos próximos cinqüenta anos, os problemas relacionados com
a falta de água afetarão todas as pessoas no mundo. Uma das causas é a ação predatória do homem, que continua a intervir no ciclo hidrológico, o que acaba por contribuir na intensificação dos desastres naturais, seja com o desmatamento ou até mesmo pela impermeabilização do solo através da pavimentação Asfáltica
de grandes áreas.
Ao longo dos anos, muitos fatores vêm modificando as exigências da gestão municipal, impondo a busca de novas soluções que sejam, ao mesmo tempo, práticas e capazes de agregar outros valores para a economia do município e para a vida dos contribuintes. A exemplo disso, a Prefeitura de Belo Horizonte fez algumas alterações na Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo do Município, que aprovaram mudanças que vêm de encontro às necessidades da sociedade e da cidade, em se adaptarem à dinâmica urbana e
às conseqüências deste crescimento.
O calçamento “pé de moleque”, ou “pedra de mão” permitem a perfeita drenagem das águas de chuva e, ao mesmo tempo, evitam a impermeabilização do solo, pois as juntas entre as pedras possibilitam a infiltração de uma de uma parcela das águas incidentes, amenizando desta maneira, o impacto ambiental. São
considerados, portanto, pisos ecologicamente corretos.
Giuseppe Gabriel Moll
depersi@ibest.com.br
Rio Acima 97339183
Permalink Responder até Giuseppe Gabriel Moll Perrsichin em 9 maio 2010 at 20:41
Permalink Responder até Juliana da Fonseca Guimaraes em 24 maio 2010 at 18:10
Permalink Responder até Tarso Dutra em 18 junho 2010 at 2:15
Pessoal,
primeiramente, muito obrigada pela atenção de vocês e pelos comentários.
Também concordo que devemos investir nesta discussão.
Demorei um pouco para escrever aqui novamente, porque também estou participando de outro grupo de discussão. Nós, do grupo Mountain Bike BH, estamos também debatendo algumas idéias e desenvolvendo alguns projetos relacionados a este assunto, ecoturismo sustentável.
Para contribuir com o processo de estruturação do plano de manejo e proposta do Parque da Gandarela, decidimos fazer uma pesquisa com o público ciclista, coletar dados e todo tipo de informoções e materiais que possam contrubuir com esta proposta. Além de participar mais diretamente das audiências públicas.
Estou constantemente visitando este website para me informar sobre os últimos aconteceimentos. Se possível, gostaria de receber mais informações antecipadamente, para poder mobilizar o grupo Mountain Bike BH a contribuir com este processo.
Obrigada,
Juliana
Permalink Responder até Tarso Dutra em 18 junho 2010 at 2:18
Ok Juliana.
Ótimo Tópico!
O Parque vem para Proteger o ecossistema Gandarela – Nascentes, Rios, Fauna e Flora que já esta muito prejudicado pela ação do desmatamento e das mineradoras que fecha a região a visitação(claro não dá para explodir a montanha com visitantes perto). Veja uma foto do buraco aonde antes da mineração existia uma montanha.
Acredito que o Parque vai gerar acesso a toda população da Grande Região Metropolitana de Belo Horizonte – que não conhece o Gandarela! Ou melhor Nunca ouviu falar!
Trazendo opções de Geração de Renda a população – muito mais sustentável do que a Mineração.
A área do Gandarela contempla uma serie de atividades de turismos e entendo “Trilha Sustentável” para pratica de passeios de bicicleta é viável.
Abraço
Maurílio
Permalink Responder até Luciana Priscila do Carmo em 8 outubro 2010 at 21:00
Juliana,
temos que investir nesta discussão. Sou totalmente favorável à existência de trilhas para caminhada e ciclismo que permitam às pessoas atravessarem e percorrerem áreas importantes do complexo Gandarela. Assim também o Gandarela permite a definição de locais onde esportes radicais possam ser praticados. A proposta do Parque Nacional deverá definir estas áreas, e alguns corredores por onde as pessoas possam passar, devidamente guiadas, para atingir diferentes pontos do parque. Entretanto, é bom lembrar que o Gandarela é um local muito especial e delicado, com uma riqueza natural ímpar. Certamente um plano de manejo do parque definirá pontos de acesso restrito e apenas para pesquisa, bem como outros que sirvam ao lazer ou a uma atitude de contemplação não agressiva.
Pelo pouco que já li sobre a idéia de turismo ecológico, ele já envolve um conceito de sustentabilidade, de respeito às comunidades locais e à natureza. Definir este escopo será tarefa para uma equipe multidisciplinar e arejada ao ponto de não transformar o conjunto numa redoma, mas também sabendo detectar os nichos e corredores que devam ser preservados da interferência humana e da visitação coletiva.
Lembremos também que o Parque Nacional será uma âncora a integrar vários núcleos históricos, destacadamente do século XVIII - e presentes numa região que vem se adensando demograficamente. Isto significa ter um projeto de monitoramento que não permita uma frequência que estresse o sistema, e que também não se constitua numa iniciativa impopular que afugente as pessoas.
O turismo ecológico, segundo um documento do BNDES que acessei há algum tempo, vem crescendo a uma taxa mundial de 20% ao ano. A economia movida pelo turismo ecológico é da ordem de 20 bilhões de dólares ao ano - e o Brasil e Minas Gerais têm um percentual baixíssimo neste mercado. O desafio é grande, assim como o da qualidade da proteção do bem natural e cultural.
Um abraço,
Gustavo Gazzinelli
Você também pode fazer parte deste movimento! Imprima o recolha assinaturas e envie o documento para a sede do Projeto Manuelzão:
Av. Alfredo Balena, 190 - Sala 813
Bairro Santa Efigênia
Belo Horizonte - MG - CEP 30.130-090
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